Título original: “Project Hail Mary”. Ano:2026. Direção: Phil Lord, Christopher Miller. Roteiro: Drew Goddard, Andy Weir (livro “Devoradores de Estrelas”). Elenco: Ryan Gosling, Sandra Hüller, James Ortiz, Lionel Boyce, Milana Vayntrub, Ken Leung, Priya Kansara, Mia Soteriou. País: EUA. Produção: Amazon MGM Studios, General Admission, Lord Miller, Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), Open Invite Entertainment, Pascal Pictures, Waypoint Entertainment, Ryan Gosling, Phil Lord, Christopher Miller, Rachel O’Connor, Amy Pascal, Aditya Sood, Andy Weir. Fotografia: Greig Fraser. Música: Daniel Pemberton.
Sinopse: Cientista (Gosling) acorda sozinho em uma nave no espaço distante. Enquanto se recorda aos poucos dos eventos que o levaram até ali, ele retoma sua improvável missão de salvar a Terra do fenômeno que está levando o Sol à extinção.
A ficção científica alienígena recorrentemente reflete perspectivas das relações entre os próprios seres humanos, variando do medo defensivo do outro à fé na iluminação pelo encontro. Nesse sentido, “Project Hail Mary” não demora a revelar seu alinhamento radical à segunda abordagem. E, diante do adoravelmente carismático alienígena Rocky (Ortiz) e do vínculo que ele estabelece com um demasiado humano Ryan Gosling, torna-se impossível para o espectador pensar em qualquer outra atitude. Com leveza e bom humor, a jornada do protagonista é consistentemente construída; o medo do desconhecido se esvaindo na medida em que o amor se faz soberano. Resta, por fim, um único temor: o de perder o que se ama – sentido final de toda a vida. Assim, além de diversão de qualidade, “Devoradores de Estrelas” mostra-se, paradoxalmente, um caso raro de cinema de entretenimento em que se leva a sério o amor ao próximo. Que o exemplo seja seguido.
156 min.