Título original: “Disclosure Day”. Ano: 2026. Direção: Steven Spielberg. Roteiro: David Koepp, Steven Spielberg. Elenco: Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo, Wyatt Russell, Henry Lloyd-Hughes, Elizabeth Marvel, Hettienne Park, Tommy Martinez. País: EUA. Produção: Universal Pictures, Amblin Entertainment, New Zealand Film Commission, Québec Film & TV Production Tax Credit, Kristie Macosko Krieger, Steven Spielberg. Fotografia: Janusz Kaminski, Patrick Capone. Música: John Williams.
Sinopse: Uma repórter do tempo (Blunt) começa a manifestar estranhos fenômenos linguísticos, enquanto um analista cibernético (O’Connor) é perseguido pela obscura organização paraestatal que acaba de trair. Ambos logo descobrirão compartilhar uma misteriosa ligação com algo muito maior.
Quase cinquenta anos depois de “Contatos Imediatos de 3º Grau” e com disposição que parece inesgotável, Steven Spielberg retoma o tema com que sua vasta filmografia mais se identificou. Porém, antes de trazer à tela meros sinais de vida do espaço, “Disclousure Day” faz-se um thriller de conspiração exemplar, segurando o fôlego nas decorrentes e sempre arriscadas sendas do desconhecido. Conforme os descaminhos morais da sociedade humana ecoam na trama, absorvente até a sua conclusão, o entretenimento spielberguiano harmoniza-se com o igualmente recorrente lado político do cineasta. Nesse sentido, além de um filme de alienígenas que, como sempre (e talvez mais do que nunca), é sobre a humanidade, temos afinal um filme de ação em que a brutalidade e a morte não têm a palavra final. O verdadeiro poder, está mais do que na hora de aprendermos, sempre esteve na empatia. Que belo legado, tio Spielberg.
145 min.