Título original: “Interstellar”. Ano: 2014. Direção: Christopher Nolan. Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan. Elenco: Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica Chastain, Mackenzie Foy, John Lithgow, Timothée Chalamet, Ellen Burstyn, Michael Caine, Casey Affleck, Wes Bentley, Bill Irwin, Topher Grace, David Gyasi, Matt Damon. País: EUA, Reino Unido, Canadá. Produção: Syncopy, Lynda Obst Productions, Legendary Entertainment, Christopher Nolan, Lynda Obst, Emma Thomas. Fotografia: Hoyte van Hoytema. Música: Hans Zimmer.
Sinopse: Em um futuro em que a sobrevivência da humanidade na Terra encontra-se gravemente ameaçada, ex-piloto de testes da NASA (McConaughey) conduzirá a equipe da espaçonave Endurance em uma jornada rumo a um buraco-de-minhoca, à procura de um novo planeta habitável.
À primeira vista, “Interestelar” parece a obra em que um grande diretor resolveu concentrar e potencializar todos os vícios já presentes, de forma marginal, em sua filmografia prévia. Assim, desde o início, o filme mostra-se megalomaníaco, arrastado e reacionário em seu saudosismo da corrida espacial. Seu propalado embasamento científico, na prática, não leva muito além da explicação do paradoxo temporal, já vista nas telas inúmeras vezes, e a decorrente e sempre interessante narrativa cíclica tampouco é inovadora, tendo sido explorada anteriormente em diversas ficções, científicas ou não. E, no entanto, o contingente de fãs da obra parece só aumentar com os anos, de modo que é quase impossível ignorá-la em uma lista minimamente ampla do gênero. Tamanha é a qualidade que eles nela enxergam, que talvez seja mesmo o caso de seus detratores revisitarem-na, ao menos os que não tenham ficado traumatizados na primeira exibição.
169 min.