Título original: “Superman”. Ano: 2025. Direção: James Gunn. Roteiro: James Gunn (baseado nos personagens de Jerry Siegel e Joe Shuster). Elenco: Davis Corenswet, Nicholas Hoult, Rachel Brosnahan, Edi Gathegi, Nathan Fillion, Isabela Merced, Skyler Gisondo, Wendell Pierce, Sara Sampaio, María Gabriela de Faría, Alan Tudyk, Grace Chan, Michael Rooker, Pom Klementieff, Bradley Cooper, Angela Sarafyan, Neva Howell, Pruitt Taylor Vince, Martin Harris, Anthony Carrigan. País: EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia. Produção: DC Studios, Domain Entertainment, Troll Court Entertainment, The Safran Company, Warner Bros., James Gunn, Peter Safran. Fotografia: Henry Braham. Música: David Fleming, John Murphy.
Sinopse: O último filho de Krypton (Corenswet) busca seu lugar no planeta Terra enquanto tem de lidar com uma crise geopolítica e com a oposição do bilionário Lex Luthor (Hoult).
Superman, de James Gunn, traz de volta um Super-Homem solar e inspirador, como nas melhores versões do personagem de Jerry Siegel e Joe Shuster. Salvo alguns picos de estrionismo, o filme acerta em quase tudo, começando pela inclusão elementos clássicos das histórias em quadrinhos: a Fortaleza da Solidão, os robôs auxilires (Tudyk, Chan, Rooker e Klementieff) e o cão Krypto, que rouba inevitavelmente todas as suas cenas. A Lois Lane de Rachel Brosnahan também se destaca, aqui muito mais inteligente do que voluntariosa, ao confrontar o namorado/entevistado com o paradoxo do herói super-poderoso que enfrenta a dominação pela dominação. Seu argumento questionador é sólido, assim como a resposta de Clark: o super-herói deve ajudar pessoas em perigo, estejam elas na Palestina ou na fictícia Jarhanpur. De fato, herói apolítico nunca existiu, e nem pode existir, pois a luta pela justiça é, em si, posicionar-se. Mas é a bondade, matéria ora tão rara no mundo quanto a kryptonita, que afinal dará razão ao imigrante interplanetário contra as plutocracias da Terra. O que aqui lindamente define o herói não é a força, mas o amor que recebeu de seus pais adotivos (Howell e Taylor Vince) e que agora devolve ao mundo que adotou.
129 min.