Título original: “Rosemary’s Baby”. Ano: 1968. Direção: Roman Polanski. Roteiro: Roman Polanski, Ira Levin (livro “O Bebê de Rosemary”). Elenco: Mia Farrow, John Cassavetes, Ruth Gordon, Sidney Blackmer, Maurice Evans, Ralph Bellamy, Victoria Vetri, Patsy Kelly, Elisha Cook Jr. País: EUA. Produção: William Castle Productions, William Castle. Fotografia: William A. Fraker. Música: Krzysztof Komeda.
Sinopse: Casal (Farrow e Cassavetes) se muda para um sombrio prédio, habitado também por seus novos e estranhos vizinhos (Gordon e Blackmer). A esposa fica misteriosamente grávida e tem início uma exagerada paranoia acerca da segurança de seu bebê.
Segundo filme da que viria a ser chamada de “trilogia do apartamento” de Roman Polanski, “O Bebê de Rosemary” é um dos melhores, mais conhecidos e, principalmente, mais assustadores filmes de terror já feitos. Pode-se dizer que aqui começou o moderno cinema de horror (considerando-se, ainda, que, nesse mesmo ano de 1968 George Romero lançou o também impactante “A Noite dos Mortos Vivos”). Inaugura-se aqui, ainda, a onda de obras com o tema “diabólico”, que geraria na década seguinte, entre muitos outros, os clássicos “O Exorcista” (1973) e “A Profecia” (1976). Mas o horror em torno da desamparadamente frágil Rosemary de Mia Farrow tem camadas que precedem a esfera sobrenatural, inserindo-se desconfortavelmente na dimensão psicológica. Assim, as angústias da gravidez em si, o incômodo de vizinhos inconvenientes, a solidão da grande cidade, o casamento com um homem autocentrado e abusivo e a súbita ausência das pessoas confiáveis são males que se somam e complementam num crescendo claustrofóbico que levará à chocante revelação final.
137 min.